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domingo, 4 de outubro de 2009

Uma situação muuuuito delicada.


Lógico que como mãe, sempre soube e até me avisaram que as situações delicadas e difíceis apareceriam, mas eu não imaginava o quanto era constrangedor passar por uma delas.

Ontem, fomos almoçar fora, eu, Má e Nícolas (que se comportou super bem, brincando com todos e muito simpático), após o almoço, fomos dar uma volta e encontramos o Christian, a Bianca e a Érika (pra que vocês possam entender, são: meu afilhado, a sua irmã e a minha comadre) que estavam acompanhados da família da Érika.

Quando a Bianca viu o Nícolas foi uma festa (ela tem 4 anos), com direito a beijos, abraços e euforia total.

Estávamos conversando dentro da loja, na maias pura tranquilidade até que o Nícolas bateu na Bianca (um tapa no rosto com direito a estalo e tudo), na hora - tadinha, ela abriu o maior berreiro e com razão. E eu? briguei com o Nícolas, dei 2 tapas na mão dele, disse que era muito feio bater na amiguinha e que estava muito triste, o Marcelo procedeu da mesma forma. Peguei a Bianca, beijei, abracei, pedi desculpas por várias vezes - a ela e a sua mãe.

Mas percebi que a Érika estava furiosa e com ódio mortal do Nícolas, se pudesse havia voado no pescoço dele ou teria devolvido o tapa com uma intensidade bem maior.

Fiquei muito triste com a situação e voltei a me desculpar e ela por sua vez, voltou a me ignorar.

O pior é que somos vizinhas de porta (literalmente), então já falei para o Marcelo não deixar o Nícolas ir até lá (o que naturalmente eu não gosto), mas é que o Marcelo adora se livrar do Nícolas, então quando eu não estou em casa, ele leva o pequeno para brincar com o Christian e com a Bibi.

Sei que o Nícolas errou e que a Érika tem todo o direito de ficar brava, mas será que o que eu fiz não foi o suficiente? Eu briguei e até bati nele (o que sou contra).

Fazer o que. Vou conversar com a psicóloga lá da escola e perguntar o que fazer nesses casos. O mais interessante é que o Nícolas só implica com a Bianca, todos os brinquedos que ela pega, ele quer e daí por diante, mas ele nunca havia feito isso.

Realmente fiquei numa situação muito delicada.