quinta-feira, 26 de maio de 2011

Um pouco mais de mim.




Ultimamente tenho pensado muito na minha vida, no que passou, pelo que estou passando e na verdade mais ainda no que o futuro me reserva.

Sempre fui uma pessoa cercada de muitos amigos, mas que no fundo me sentia muito sozinha. Para os meus pais sempre fui a filha bem resolvida e autônoma e por muitas vezes o porto seguro do resto da família.

Me lembro muito bem quando perdi o meu pai e resolvi toda a parte burocrática sozinha, sem pedir o auxílio sequer do meu querido marido, a minha única preocupação era que tudo acabasse bem rápido e que a minha mãe foi preservada e que não sofresse mais do que estava sofrendo com a doença e a partida dele. Logo veio a gravidez tão desejada, esperada e complicada que mal tive tempo de amadurecer as mudanças, depois o parto, daí por diante me tornei mãe e sofri, como sofri e ainda sofro com o aprendizado, então depois de tudo isso e com um bebê de quase um mês...pirei, entrei em depressão, sofri, chorei, me senti muito sozinha sempre estando acompanhada, mas amadureci.

Estou passando por uma fase de muitas descobertas e reencontrando a Gisele com quem à muito tempo não conversava.

Parece piegas, mas como passar por aqui tem me ajudado, perceber que várias pessoas passam pelos mesmos conflitos e que não estou sozinha nesse mundão que ultimamente tem sido tão cruel e sem valores (o que acredito que cabe a mim também mudar algumas situações e nunca me esquecer que gentileza gera gentileza e que podemos melhorar tudo que nos cerca, se começarmos) a mudança por nós mesmos.

Sofri muito por amizades mal sucedidas, mas passou e acredito que me fez enxergar algumas coisas que ainda estavam obscuras, afinal aprendi que a Caridade começa em nosso lar e que existe uma diferença enorme entre casa e lar.

É uma nova fase, mais madura sim, mas que ainda é cheia de conflitos e ansiedades, além da cobrança em ser uma boa mãe, em fazer tudo certo, em tomar as melhores e mais ponderadas atitudes, mas é sem dúvida alguma a Gisele que eu quero ser para a minha família, aquela que vive e revive cada dia dia como se fosse o último, que não tem tudo o que quer, mas que quer e muito tudo o que tem.

Tenho um amor incondicional pelo meu filho e pelo meu marido, sou muito feliz ao lado dos dois e embora tenhamos alguns conflitos, já que convivemos há 20 anos, não perdemos a vontade de estarmos juntos, sofrendo, rindo e o melhor de tudo, superando todas as dificuldades.

Quanto a maternidade, gostaria de ter mais um filho, mas me sinto envergonhada em pedir algo a mais a Deus, já que me deu o Nícolas, que sem dúvida alguma é o melhor de mim, a minha essência.

Enfim, assim sou ou melhor, assim estou eu.

Um comentário:

Giovana disse...

Nossa, Gi! Me sinto tanto igual a vc...vc nem imagina. Bem aquela historia de sozinha no meio da multidao. Tenho uma familia grande, tenha varias pessoas amigas que me cercam, mas quando pinta algum obstaculo, não consigo buscar ninguem e sempre acabo sofrendo sozinha. Acho que isso é da nossa personalidade emsmo, sei lá. Tenho um grande amigo no Fabricio mas muitas burradas cometi por nao querer atrapalha-lo. Tambem me sinto com saudade da velha Giovana...postei sobre isso um dia desses. E o blog tem me proporcionado encontra-la vez ou outra em ocasiões em que fico longe de todos um pouquinho. Assim foi nessa viagem que fiz. Muita gente não acreditou que a MAE abandonaria o filho e fosse viajar. Senti um ar de critica em muita gente que izia não ter a minha coragem. Acho que foi uma questao de sobrevivencia, uma oportunidade que veio num momento unico. Consegui fazer compras sozinha, consegui dormir, descansar, me virar, pedir informações em frances, pegar metro sozinha, descobrir que era capaz de coisas que ja nem me lembrava mais. Sempre fui independente. Com o casamento e a maternidade, são tantas concessoes que a gente se perde um pouco da gente. Esse distanciamento de poucos dias me fez voltar mais segura, renovada, o maridao me dando mais valor, pois ficou com o pepino todo sozinho e estava morrendo de saudades. Esta me mimando até agora...rs! As vezes a gente precisa de um tempo. Infelizmente, nem sempre iso é possivel. inha amada amiga, digo de coração, me ligue pra gente sair um dia desses, so nos duas, para um chá da tarde, um passeio no shopping, que seja. Vc precisa conversar, ouvir, sorrir. Precisa escutar de alguem, mesmo ja sabendo, que essa fase é assim pra todas nós. E talvez o peso fique mais leve... Conte comigo, tá! 78067588 - me liga! Beijos de quem te adora, Gi